“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

20/01/2015

Samuel da Costa: Perdida no bosque


Perdida no bosque 
(a sombra de uma árvore)

(Samuel da Costa)


Para Luana D’Oliveira

És a beleza etérea!
A invadir os meus saturnos
E enfadonhos dias!

Libertar o meu mundo de sonhos
Matar-me de desejo.

És um sonho dourado...
Em meio a minha vida vazia
Despropositada!

És para mim
A encarnação da beleza cósmica infinda

E eu perdido no nada
A sonhar contigo
E mais ninguém!

Eu sempre perdido nos meus...
Tediosos dias

Que são sempre iguais!
Perdido entre Eros e Thanatos!
E tu na perenal distância...

A libertar os meus sonhos
Matar-me de desejo.

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