“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

06/05/2015

Classe média, papagaio de todo telejornal...

O nome da canção é “Classe Média”. Foi composta em 2005 por um artista natural de São José dos Campos, interior de São Paulo, chamado Max Gonzaga. Apesar de ser em 2005, ela permanece atualíssima em 2015. Nesses dez anos, nunca ouvi essa música no rádio, na TV, no programa do Faustão, no Altas Horas, No Caldeirão do Hulk, na Eliana, no Gugu... e você?

Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal (...)


Mas eu "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda (...)


Mas se o assalto é em "Moema"
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo
É estuprada até o fim


Aí a mídia manifesta
A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal (...)


E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal ( ....)


Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida”

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