“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

15/06/2007

Gatinhos Tico&Teco, o resgate

Numa sexta 8 de junho de 2007, nas andanças com Átila, meu cão, pelo bairro, percebo numa casa abandonada um ninho de gatos, tristes. A mãezinha, uma gata miúda malhada, fazia companhia para seus tres filhotes, com certeza apenas para protege-los, quem sabe de ratos. Leite não tinha mais e isso dava pra ver nos ossos aparentes de todos eles. Com os pelos sujos imundos, cheios de pulgas e machucados, os bebezinhos estavam extremamente desnutridos e desidratados. Não tinham onde buscar alimento ou água. O lixo e o mato dominam o quintal trancado com grades. Meu coração encolheu. Voltei meia hora depois, com ração e água e eles aceitaram imediatamente, sem pestanejar. No dia seguinte, oito da manhã todos lá, esperando, acho que eles sabiam que eu voltaria. Duas vizinhas apareceram curiosas e falaram pelos cotovelos. No domingo, ansiosa, transmito em pensamentos: estou chegando menininhos, com a comida! ... mas onde está o pretinho? Onde está a mamãezinha? Meu coração sacudiu e pressenti algo errado. Só estavam lá os gêmeos loiros, tristonhos e doentes. As vizinhas falaram, falaram, falaram mas nenhuma delas tomou atitude? Vejo esmagado por um carro, o irmão pretinho... foi isso! Ele saiu pelo vão da grade e um maldito (será que o "ser" não viu o gatinho atravessando na sua frente?). Na segunda, 11 de junho de 2007, lá vou eu com uma caixa de transportes e ração apenas para atrai-los. A mãezinha estava lá... encolhidinha vigiando os gêmeos. Emergência né? Clinica veterinária, vermifugo, limpeza para retirar picões, cracas, grudes, mal cheiro, diarreias, ramelos, nariz e unhas impregnadas... pobrezinhos. Um pacotinho de sujeirinhas! Essa foto é do dia, depois de alguns tratos. Estão trsites, famintos e sem forças, uma fome que nunca tem fim. Sentem cólicas, diarréia, assadura e vermes imensos que os matariam. É indigno. Mas são guerreirinhos e lutadores. Querem viver e vão viver. Essa história vai ter final feliz. Eles já têm adotantes idôneos e terão um lar para viver dignamente com amor. E quando eles se forem para suas novas casas, meu coração estará estufado de alegria. Daqui uma semana eles estarão "o must" as coisas mais lindas que vocês já viram! Daqui 1 mes, bem nutridos e vitaminados! E a madrinha aqui, satisfeita, dorme e sonha com um mundo melhor para todos os gatinhos. Miau!

Álbum de fotos do Tico&Teco

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