4 de set. de 2021

Os galos cantarão

 


Os galos cantarão

Jorge Medauar

 

Contudo lutaremos.

Ergueremos muralhas

Nossas muralhas de crianças

De futuro, de amanhã

Esperança e tempo.

 

Contra a primavera

Tanques, aviões

Serão inúteis: andorinhas

Voarão sobre quartéis

Para todo o sempre

Flores, rios

Estrelas e peixes

Não obstante

Leis.

 

E os galos cantarão

No cume dos outeiros

Porque seremos implacável musgo

Líquen em ferrugem

Sobre armas e restos de colunas

Sobre impérios mortos.



29 de ago. de 2021

A Arte muda a mente das pessoas...




"A arte muda a mente das pessoas e as pessoas mudam o mundo."
Shamsia Hassani
Shamsia Hassani
Grafiteira do Afeganistão.

Ommolbahni Hassani, mais conhecida como Shamsia, é uma grafiteira afegã e professora de escultura na Universidade de Cabul, nascida em 1988 ela tem popularizado a arte urbana nas ruas de Cabul. Shamsia expõe a sua arte digital e a sua arte urbana na Índia, Irã, Alemanha, Itália, Suíça e nas missões diplomáticas de Cabul.








Há muito mais no site dela, inclusive para comprar!

12 de jan. de 2021

A sedução e os poderes da Lua em Poemas para a Lua

A sedução e os poderes da Lua



Conheça um pouco mais sobre o e-book de estreia de Ada Gasparini, “Poemas para a Lua”.

A poesia e as ciências, embora tão opostas, são irmãs.

A Lua é satélite da Terra e a sua luz provém do sol. E a poesia de Ada Gasparini vai além do alcance dos olhos gigantescos da astronomia. E acrescenta: Os terráqueos giram em torno da Lua, atraídos pela força gravitacional de seu encanto e, se a luz solar nos enrijece os ossos, o luar é alimento da alma.

Desde os escritos rupestres, nossa espécie grafa os poderes e os fascínios que a lua exerce sobre nós.

Ada Gasparini, em Poemas para a Lua, seu e-book de estreia, revela mil faces dessa sedução e dimensiona a potência dos poderes lunares sobre os humanos.

São poemas, no geral, curtos: um, dois, três, numa mesma página. O leitor, a leitora, num só gole, os sorve como quem degusta vinho nobre.

Há paisagens esplêndidas, um encontro em molduras deslumbrantes, mas que, sem a Lua, é como se uma tragédia suprimisse das estações a primavera, como se lê:

“Um jardim sem lua?/ Não tem riqueza que sustente/ Tudo florido e verde/ Mesmo que estátua ostente/ É ela que o jardim deixa contente ”.

De tanto contemplar, a poeta se declara uma ladra… de Lua. Diante dela, a Lua, embora seja um acontecimento celeste corriqueiro, sempre reagimos como algo excepcional, fantástico. Quando a vemos, sobretudo cheia, nos esgoelamos como se estivéssemos anunciando a descoberta de um astro novo, como se vê:

“A Lua continua lá/ Desenhada com giz/ Na parede do céu/ decorei tanto sua geografia,/ Olhando-a de noite e de dia/ Que poderia dizer fui eu que fiz”.

Às vezes, em tom de zombaria, se diz que as/os poetas são alienadas/os que vivem no mundo da Lua. Da Lua se vê as atrocidades que ocorrem na Terra:

“Chove meteoros/ Esse monte de estrelas chove/ Chove luz da Lua pelos poros/Chove/ Chove escuridão também/Chove tiros de canhão/ Chove choro de criança síria/ Só falta chover amém. /Chove bomba em Paris/Chove lama tóxica em Minas/Chove lamento de pescador/Chove tartaruga por um triz/Chove tristeza e dor. /Chove indignação/ Só não chove na Lua/ Que Chove no meu coração”.

Acontece que quando os pesadelos furam os olhos dos humanos, quando as derrotas e as desgraças semeiam a desesperança, por mais que a Lua ovule sedução, somos incapazes de percebê-la e recebê-la. Quando assim se passa, a vida está sob ameaça:

“Meus olhos turvos, opacos/ não emanam sorrisos de Lua crescente/ Nem mistérios de Lua minguante/ Nem esperanças de Lua nova. (…) meu olhar não pode mais te contemplar”.

Mas, pelas leis do movimento, não há trevas que não passem, e nem mesmo a Lua que demore uma eternidade, numa madrugada qualquer ela retorna:

“Parece que a vida não tem Solução/ Mas sempre há luz no fim do túnel/ Basta ter calma e usar a razão/ É como olhar a Lua no céu/ Seja em que fase for/ Sua luz ilumina as ideias/ Sua beleza acalma o coração”.

Finalmente, a Lua é a centelha do amor e das paixões:

“Apoteose no crepúsculo!/ É a hora mais glamourosa do dia./ Invade a alma, incendeia a alegria/ Não é ruidoso feito o alvorecer/ Ou sonolento como o anoitecer. / É uma mistura de Sol e Lua/ que por dentro me deixa nua./ É hora de melancolia e mel/ Abelhas e borboletas se alvoroçam/ Da boca do estômago ao céu/ Uma paixão aflora e vem de dentro do mar/ Um vapor morno orvalha o corpo/ E acende a sede do amor amar”.

Poemas para a Lua – quando as iniquidades que nos afligem por vezes nos curvam a espinha ou nos aprisionam nas celas do desânimo – delicadamente, com as mãos macias, nos erguem o queixo, levantam nossos olhos e nos convidam a contemplar a Lua e dela receber energias, magias, encantos, para os prazeres e as batalhas da vida.

Serviço

Obra: Poemas para Lua

Autora: Ada Gasparini (Eliana Ada Gasparini)

Formato: E-book, 72 páginas

Editora Serra Azul Ltda. (www.editorasserraazul.com.br)

Preço: R$25,00

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