“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

01/02/2011

Carta de Jenny Scavinsky: Um monte de Saudade


Oi amiga, acabei de ler Coisas de Ada e vi um comentário de uma pessoa dizendo que gostaria que o mundo fosse menor para poder encontrar amigos... e eu também gostaria de que o mundo fosse menor para encontrar amigos e inimigos, pedir perdão à esses, porque talvez eu tenha errado com eles. Aos amigos gostaria de dar um grande abraço, saudades tenho de Dorothy, que casou-se e foi morar em Santo André, de Guiomar casada com aviador, este foi trabalhar como taxista aéreo no Paraná, nunca mais tive noticias do casal. Saudades de Maimo (Maria Luiza Mendes de Almeida), secretária, saudades de sua irmã Maria Luiza, casou-se, não me recordo do seu sobrenome de casada. Da Gina, uma paraense que veio de Ita (um pequeno navio) para o Rio de Janeiro, depois para São Paulo, também de Rose, paraense, esta voltou para o Pará, acho que já faleceram, eram mais velhas que eu. Tenho saudades dos meus antigos namorados e não vou dar nomes, pois foram muitos, mas o mais querido eu conto, era Jair Cassiano P., esse parece estar vivo, vive em Catanduva... Foi uma paixão eterna, dura até hoje. Saudade de minha querida Ribeirão Preto, tão quente, de terra roxa, cheia de vida, onde usufruí de muitos coisas boas e outras más. Competi em natação, aos 16 anos peguei um bigu no aeroporto da cidade onde ia assistir o desempenho de futuros aviadores, e nisso tive o prazer de voar um teco-teco de 2 asas vermelho. E era presságio esse vermelho que seria a minha paixão política. Oh saudades! Nadei no rio Mogyguaçú, ao lado de uma cobra gigante, uma jibóia que estava grossa devido ter engolido muitos peixes, nem ligou para mim. Minhas colegas, na beira do rio, gritando para eu sair... Eliana vou me despedir, se eu continuar não acabo mais, beijos, Jenny. (1/2/2011)
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2 comentários:

Anônimo disse...

Jenny,
Sou prima do Jair, ele está vivo, mora em Campinas e o celular dele é:19 88722707. Mate a saudades do seu amor eterno.
Abraços
Carmen Prieto

Ada disse...

Carmem, muito obrigada! Avisei à Jenny sobre esse seu comentário e resumindo, eles se falaram ao telefone por horas! O mundo é muito menor do que se pensa! Graças ao seu comentário, duas pessoas se reencontrarão quase no final de suas vidas! Há coisa mais bonita que isso? Obrigada! Te convido a ler a postagem referente: http://coisasdeada.blogspot.com.br/2012/06/carta-de-jenny-scavinsky-isso-e-um.html
Curiosidade: como chegou ao meu blog e a essa postagem que fala do Sr Jair?