“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

09/04/2012

Rom-rom Terapia

Vejam só, o rom-rom do gatinho tem poderes!

Adotei seis gatos ronronantes e vivo me recuperando sempre dos efeitos estressantes da vida paulistana. Aliás, uma delícia ganhar o rom-rom de um gato, é na verdade, um presente!

"A rom-rom terapia: Esses gatos que nos curam"
por Veronique Aiache,
publicado pelo O Livro Courier

Adorados e perseguidos em diferentes épocas e lugares, vítimas históricas de preconceito, os gatos estão ganhando absolvição por meio de um papel inesperado: o de terapeutas. Em seu recém-lançado livro “La Ronron Thérapie”, a jornalista francesa Véronique Aiache explica, devidamente ancorada por trabalhos científicos, como o convívio com um bichano pode melhorar a vida das pessoas.

Uma pesquisa do veterinário francês Jean-Yves Gauchet, testou o poder do rom-rom emitido pelos gatos quando estão em repouso em 250 voluntários, submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído do seu gato Rouky. Ao fim do estudo, os participantes declararam sentir mais bem-estar, serenidade e uma facilidade maior para dormir.

Os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvidos no Brasil no começo da década de 50, pela psiquiatra Nise da Silveira. O tratamento foi uma alternativa com resultados palpáveis às terapêuticas agressivas, como lobotomia e eletrochoque. “Com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento”, diz Hannelore Fuchs, doutora em psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal. Acrescente-se aí, o afago no pelo macio do gato, uma sensação tranquilizante...

Faz sentido. A frequência do rom-rom é entre 25 e 50 hertz, a mesma utilizada na medicina esportiva para acelerar cicatrizações e recuperar lesões.

No ano passado, a gigante de tecnologia Apple lançou em parceria com o veterinário Gauchet um aplicativo para iPhone que usa o rom-rom para amenizar os efeitos que a diferença de fuso horário em viagens provoca.

Um estudo de 2008 da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, mostrou que um bichano em casa reduz em até 30% o risco de ataque cardíaco, por ajudar a relaxar e aliviar o stress.

O mecanismo do ronronado ainda não é conhecido e a sua utilidade para o gato não é bem explicada. No estado ronronante, assim como no sono, pode ser reparador para o corpo do gato. De fato, uma hipótese sugere que o zunir do zangão, cuja freqüência é entre 25 e 30 Hz, pode ter um poder de cura e até mesmo o alívio da dor nos ossos, tendões e músculo. acredita-se que o ronronado também é muito benéfico para os seres humanos, incluindo o efeito relaxante.

É um poderoso anti-stress, regulador da pressão arterial, e das defesas imunológicas . O rom-rom tem efeito terapêutico. Os japoneses apreenderam esta idéia, abrindo e com muito sucesso em Tóquio, os "gato-bares”! Essa novidade se explica: o gato é considerado pelos japoneses um talismã, símbolo de sorte e proteção, e quem não tem um em casa vai pro bar pra receber as boas energias.

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Um comentário:

Rita Rossitti disse...

Ahhhhhh... só quem tem é que sabe, gato é tudo de bom!!! Bjs.