“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

29/03/2013

Não foram lágrimas de crocodilo *


Dizem que temos capacidade de chorar meio litro de lágrimas por ano. Acho que a minha capacidade estrapolou, chorei prá lá de um litro e meio em apenas 6 meses...

Fui pesquisar o que é o choro.

O sistema límbico, no cérebro, é responsável pelos sentimentos, e associa um estímulo emotivo com aqueles que já temos guardados, gerando algumas respostas, sendo que uma delas é o choro.

Meu lobo límbico andou exarcebado, cheio de memórias, mágoas, tristezas e incompreensões... muito estresse. Por não encontrar respostas, nem soluções, deixou-se levar pela angústia arrastada, quase infinda... 

Mas dizem também que chorar faz bem!

É que a adrenalina diminui quando choramos, e o choro aumenta a serotonina, hormônio do bem estar que nos proporciona uma sensação anestésica e de calma, aliviando a angústia e liberando a tensão.

Nosso cérebro produz a prolactina, hormônio que ativa a ação das glândulas lacrimais. Ela aumenta em momentos de estresse, e reduz  quando começamos a chorar.  Por isso é bom chorar...

Acredita-se que homens choram menos que mulheres por possuírem menos prolactina. A prolactina é o mesmo hormônio que atua nas glândulas mamárias, para a produção do leite materno.

As lágrimas não foram de crocodilo, foram salgadas e doídas. Mas acho que foi bom te-las secado na metade do tempo previsto. Na verdade, essa pesquisa científica aí, foi para disfarçar, tapear o sentimento. A perspectiva é que o cérebro arrume outra coisa para fazer, como por exemplo, rir por seis meses seguidos. (Ada, 29/3/2013)


* Lágrimas de crocodilo pode ser expressão popular para lágrimas, sem sentimentos. É que quando o animal come uma presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.

2 comentários:

Odette R. disse...

Estava pesquisando sobre a prolactina em répteis e dei com seu post ... muito bom ... parabéns :)

Eliana Ada Gasparini disse...

Olá "Odette R" grata pela visita e comentário. Retribui!