“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

18/04/2013

Catar conchinhas é a coisa infantil mais feliz que um adulto pode fazer

Conchas de Bertioga-SP catadas por Elaine

Conchas de Ubatuba-SP catadas por Elenice

Conchas, algas e coral de Guarapari-ES catadas por Mim 

Conchas e coral de Paraty-RJ catadas por mim

Conchas de local desconhecido, catadas por Rubens

Conchas de São Vicente-SP catadas por mim


"O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito.." (Dorival Caymmi).

Coleciono conchas. Já tive muitas mais e várias nem me lembro de onde vieram... Elas trazem histórias, as que vivi, e as que invento. Conchas trazem amigos na lembrança, que de mim lembraram-se.Trazem aventuras, pés descalços, água de sal, brisa fresca e grudenta, canto de pássaros, sol quente, risos e saudades. Areias brancas ou douradas. Conchas lembram que vislumbrar tanta claridade é estonteante. A música do mar vem aos ouvidos, e dentro das conchas em caracol é facilmente recuperável. Você já ouviu o mar dentro de uma concha? A emoção de pisar em dunas de areias finas e fofas, de banhar os pés na marola em areia dura, pular ondas, mergulhar na espuma e catar conchinhas! 

Rubem Alves escreveu: "catar conchinhas... eis aí uma deliciosa brincadeira para quem deseja ser escritor. A alma é um grande mar que vai depositando conchinhas no pensamento. É preciso guardá-las. Quem deseja ser escritor há que aprender com as crianças a catar conchinhas, pensamentos avulsos como esses com que estou brincando. Literatura é mostrar conchinhas..." (Ostra feliz não faz pérola).

Catar conchinhas e ganhá-las de quem as catou é a coisa infantil mais feliz que um adulto pode fazer! (Ada 17/4/2013)

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