“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

26/04/2013

Minha solidão se transforma em comunhão


Amor à primeira leitura foi o que senti por Rubem Alves. Impressionada fiquei, como ele escreve sobre tanta coisa que também escrevi!? Com o mesmo olhar que o meu olhou? O espanto de me descobrir em outrem... Ele diz que “a poesia gosta de coisas simples. Basta uma imagem banal.” Ele escreveu até sobre chupar laranjas, olha só! Pois me senti completamente feliz por não ser uma tola deslumbrada com as coisas simples da vida: tenho companhias célebres e nada tolas!

Diz também Octávio Paz, pela boca de Rubem: “Todos os dias atravessamos a mesma rua, ou o mesmo jardim; todas as tardes os nossos olhos batem no mesmo muro avermelhado feito de tijolos e tempo urbano. De repente, num dia qualquer, a rua dá para um outro mundo, o jardim acaba de nascer, o muro fatigado se cobre de signos.”
Devolvo-lhe suas palavras, Rubem, “na minha solidão, dou-me conta de que existe uma outra pessoa cuja alma se parece com a minha. Fico grata porque tal pessoa existe. Minha solidão se transforma em comunhão.” (Ada, 26/4/2013)

nota: lendo "Ostra feliz não faz pérola"

Um comentário:

Roberta Maranhão disse...

Ada Querida,

Como você está?

Me recordo que sua netinha estava para nascer, ja nasceu??
Coloque fotinhos para conhecermos.

Beijao

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