“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

05/04/2013

Na Paulista os faróis já vão abrir


Paulista
(Vânia Bastos)

Na Paulista os faróis já vão abrir
E um milhão de estrelas prontas prá invadir
Os jardins onde a gente aqueceu
Numa paixão,
Manhãs frias de abril

Se a avenida exilou seus casarões
Quem reconstruiria nossas ilusões?
Me lembrei de contar prá você
Nessa canção, 
que o amor conseguiu

Você sabe quantas noites eu te procurei
Nessas ruas onde andei?
Conta onde passeia hoje esse seu olhar

Quantas fronteiras ele já cruzou
No mundo inteiro de uma só cidade
Se os seus sonhos emigraram sem deixar

Nem pedra sobre pedra pra poder lembrar
Dou razão, é difícil hospedar no coração
Sentimentos assim.

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