“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

28/05/2013

Como acorda a rua



Como acorda a rua:
em Sampa acorda cinza,
mesmo.
Variam seus tons.
Os fios seguram nuvens pesadas 
de chumbo,
senão, desabavam sobre nossas cabeças!
Os fios também seguram 
esqueletos de pipas.
Seguram nossas vozes
nossa luz.
Seguram pombos
pássaros.
Seguram galhos de árvore.
Os fios...


(Ada,28/5/13)

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