“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

15/08/2013

Uma árvore que dá flor
























Já foi uma árvore.
De quê, não sei.
Deu flor, deu fruto?
Vai saber...
Violentada,
Foi cortada, abandonada,
Sentiu a queimada.
Largada no tempo,
Envolta de mato e bicho,
terríveis cupins...
Sentiu o aço da serra,
Salivou seiva doce,
Sem comiseração.
Em junho ia virar fogueira.
Tive pena...
Choveu. E a fogueira de São João, 
não acendeu.
Abandonada na calçada,
                    [mais uma vez...
Na madrugada fria ela adormeceu.
Dia seguinte: Resgatei-a, com afeto.
Rolou por alguns metros e,
Hoje ela dá flor
no meu quintal...

(Ada, 15/8/2013)

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