“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

16/09/2014

Alejandra Pizarnik: O desejo da palavra

O desejo da palavra

Oxalá eu pudesse viver 
somente em êxtase, 
fazendo o corpo do poema com meu corpo, 
resgatando cada frase com meus dias
e com minhas semanas,
infundindo meu sopro no poema,
à medida que cada letra
de cada palavra
fosse sacrificada nas cerimônias do viver.

Alejandra Pizarnik
 

"El Deseo de la Palavra", está em seu último livro, El Infierno Musical, de 1971


***

"Por que não extraio minhas veias
e faço com elas uma escada
para fugir ao outro lado da noite?"

Devido a suas contínuas depressões e tentativas de suicídio (em 1970 e 1972), ficou meio reclusa nesse período. Em 1972, permaneceu cinco meses internada numa clínica psiquiátrica. Em 25 setembro, ela saiu da clínica para passar o fim de semana em casa e tomou uma superdose do sedativo seconal sódico. Tinha 36 anos.

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