“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

11/09/2014

Lua à vista


No preto da noite
Fixo na lua meu olhar
Da esfera luz
Decoro a geografia
Crateras a macular

No escuro do quarto
Guardada prá dormir
A lua não some
Pisca centelhas 
na esfera ocular

(Ada, 10/9/14)

4 comentários:

Marta Eugênia disse...

Belo poema. Sublime. O olho da lua e o seu juntos nos versos.

Marta Eugênia disse...

o olho da lua, sempre aberto,o olho do homem a piscar

Eliana Ada Gasparini disse...

Saudades de ti! Por onde andas? Por onde escreves?

Razanil Shamir disse...

Lua nua.