“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

27/07/2015

Assisti novamente "O caçador de pipas"

O caçador de pipas. Interessante como a cada momento de nossa vida enxergamos os mesmos fatos de formas diferentes. Li o livro em 2003, quando publicado, e assisti ao filme em 2007 no cinema, mas hoje revendo o filme me emocionei de forma diferente. Desta vez, não me ative ao aspecto político, ou às tristezas da guerra, ou à capacidade humana em praticar maldades e sim à força que rege uma amizade. Me ative ao quão profundo podem ser os sentimentos entre as pessoas. E que, mesmo cometendo erros, por fraqueza, falha, lapso, ciúme, inveja, culpa, enfim, todos os sentimentos dos quais a humanidade é imbuída, a amizade sincera supera todos eles. Hoje fui capaz de chorar porque percebi que bonito é assumir nossos erros, pedir desculpas por eles, redimir-se e engrandecer-se com as humildes atitudes de arrependimento. A força de uma amizade é protagonista do sentimento maior e mais bonito de que o ser humano é capaz de praticar: o amor. A frase mais contundente dita no filme: "Existe uma maneira de voltar a ser bom". Acho que desta vez compreendi o filme...  (Ada, 26/7/2015)


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