“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

15/10/2017

Ada: Literatura de janela

Paint By Alyssa Monks

Uma tempestade despenca
O vapor da boca prepara imediatamente a vidraça
Embaçando o vidro para que um nome seja escrito.

Nas primeiras experiências, lá na infância
escreve-se o próprio nome
Mais tarde, escreve-se um beijo
                            [estudos do formato da boca]
e nas próximas tempestades, desenha-se corações.

Em breve serão outros nomes,
suspiros e outros sonhos.
Com o passar dos tempos se desvelam
Uma verdadeira literatura de janela surge
É só baforar novamente o vidro
que as palavras se revelam...

Ada

15//10/17

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