“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

29/10/2005

Bobagens que a gente escrevia

Era de costume à época, pelo menos em 1970, as meninas, colegas de escola, passarem seus caderninhos de recordações prá gente escrever mensagens. Não existia computador, mas era como um email é hoje, não era? Apenas que essas mensagens não se perdem. E a prova disso aqui está. Eu, por exemplo, escrevi nessas páginas no dia 15 de agosto de 1970. Tinha 16 anos. Me chamou a atenção a data: nesse mesmo dia 15 de agosto, sete anos depois, minha filha nasceu. E hoje, 35 anos já passados ainda posso conferir minha letra e as frases que usei. Tá certo que são frases de caminhão, né? Uma mais hilária que a outra! Nem sei onde achávamos as tais pérolas! Mas me parece que copiávamos as que mais agradavam para poder escrever num caderno seguinte, e em outro, e outro. Acho que isso é o SPAM de hoje. A grande delícia é podermos através dos avanços tecnológicos, conseguirmos juntar esses colegas e amigos de escola e compartilhar o fundo do báu de recordações, aqui na internet. Espero se reconheçam e reconheçam os colegas, aqui nessas frases e nessas letrinhas ainda em construção. Espero façam uma viagem no tempo e relembrem o que foram e o que fomos. Espero resgatem a alegria de viver da adolescência, as amizades, as brincadeiras, as risadas sem compromisso com os risos, o nosso Conselheiro Crispiniano tão importante em nossa formação. Espero sintam muito prazer em poder estar vivendo isso hoje.
O mais bacana disso tudo é termos a oportunidade de refazer amigos e amigas.
(Esse caderninho pertence às recordações de Maria Conceição Lucas).

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