“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

26/03/2006

Ferreira Gullar: O rom-rom do gatinho


Minha gata Grampola
O gato é uma maquininha que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato não é um motor elétrico.
É um motor afetivo que bate em seu coração
por isso faz rom-rom para mostrar gratidão.

No passado se dizia que esse rom-rom tão doce
era causa de alergia pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito, calúnias contra o bichinho:
esse rom-rom em seu peito não é doença - é carinho.



Ferreira Gullar

Extraído do livro "Um gato chamado gatinho"

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