“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

09/05/2009

A escolha de Sofia

Lendo esta notícia, me lembrei do filme "A escolha de Sofia" em que situação semelhante ocorreu com uma mãe judia, pressionada pelo soldado nazista a escolher somente um dos filhos. Nesse caso, Wendy, professora universitária de Ribeirão Preto, cidade do interior de São Paulo, terá de escolher apenas 4 entre os seus 26 cães e gatos. Foi o Tribunal de Justiça de São Paulo quem determinou esse resultado na ação movida por ex-vizinha, que se dizia incomodada com barulhos. Além de processar a Wendy e deixá-la com essa terrível decisão, ela também se mudou. Caso Wendy não cumpra a determinação, terá de pagar multa diária de R$ 100. De acordo com informações, outros cinco vizinhos disseram que os animais são bem tratados e que nunca incomodaram. A professora afirmou à Justiça que fez melhorias na casa para reduzir o odor e barulho provocados pelos animais, castrou os bichos, construiu um gatil e manteve o local limpo. Mas não teve jeito, de acordo com o tribunal de justiça, a mulher fez uso anormal da propriedade e interferiu na vida dos vizinhos. Se fosse eu, estaria em pânico. A ex-vizinha e o senhor juiz deveriam, um dia, passar por essa triste situação. Foi justo?

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