“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

09/05/2009

A aura da Lua cheia

(foto: Ada) dia 8 de maio de 2009 Av. Indianópolis

Pela manhã, o céu esbranquiçado feito um leite, cheio de nuvens cirros, davam sinais de que cristais de gelo estavam na troposfera, trazidos pela onda fria vinda do sul. Mais à noitinha, bem no comecinho, um halo se formaria em volta da Lua. É a aura da Lua cheia. 

O anel de luz se forma a cinco ou dez quilometros de altitude na troposfera superior. Dependendo da forma e da orientação dos cristais de gelo, o tipo de halo varia. A luz da Lua é refletida e refratada pelos cristais de gelo e pode dividir-se em cores por causa da dispersão dessa luz, semelhante ao arco-íris. 

Ouvi tudo isso no rádio do carro, no trajeto ao ir trabalhar. Quando anoiteceu, voltando da casa de mãe [com a gata dela miando dentro do carro] e com tanto ainda por fazer, nem lembrei que hoje a minha adorada Lua me apareceria com sua aura, pois a minha estava alterada e nervosa. Passei uns maus bocados no trânsito da Marginal, sufocada por imensos caminhões fumaçantes e motos desvairadas buzinando passagem, com a Mimi miando assustada por causa dos barulhos estúpidos. Tive que fechar os vidros do carro e eis que uma crise de asma, muito forte, me desnorteou. Aspirei duas vezes a "bombinha" mas além de atacar rapidamente, ela demorou a passar e, assustada por não poder respirar, me estressei demasiadamente, não tinha onde parar o carro naquele caos. Seria meu fim, se não tivesse o remédio na bolsa. Uma eternidade depois, o ar começou a sair dos brônquios permitindo que novo ar pudesse entrar. Quase em casa, trêmula, mas bem mais calma, com a Mimi dormindo, olhei para o céu e deparei-me fotografando a Lua, linda, cheia, iluminando-me com a sua aura. Lembrei que ela pertence aos namorados, aos vampiros, aos sonhadores e... (risos) à asmática aqui, que precisou dessa luz para recuperar o fôlego. Estou exausta!

Curiosidade:

A atmosfera terrestre é subdivida em cinco camadas com características próprias, de acordo com a distância da Terra.

Troposfera É a camada mais próxima ao solo e atinge aproximadamente 12 km de altitude. É onde ocorre uma intensa movimentação dos elementos componentes do ar, como ventos, tempestades, chuvas, geadas e neve. É na troposfera que os seres e as plantas vivem e retiram o oxigênio e o gás carbônico para a sua sobrevivência.

Estratosfera Esta camada inicia onde termina a troposfera e atinge 50 km de altitude. Nesta camada quase não existe oxigênio: o ar é muito rarefeito e as temperaturas são muito baixas, atingindo - 50°C. Na estratosfera, está localizada a camada de ozônio e o elemento gasoso predominante é o nitrogênio.

Mesosfera A partir do final da estratosfera, encontra-se a mesosfera que se estende até 80 km de altitude. Nesta camada, a temperatura é muito baixa, atingindo - 120°C. É nesta camada que se realizam as pesquisas meteorológicas.

Termosfera Esta camada atinge aproximadamente 640 km acima da superfície do solo e se caracteriza pela alta temperatura, a qual aumenta com o aumento da altitude, podendo chegar a mais de 1000°C nas camadas superiores. Na termosfera, as radiações ultravioletas da luz solar são muito intensas, decompondo as moléculas em átomos e íons. Por isso, é também conhecida como ionosfera. Essa camada é da maior utilidade pelo fato de refletir as ondas de rádio, permitindo a comunicação fácil entre regiões afastadas.

Exosfera A exosfera é a última camada da atmosfera terrestre. Nesta camada o ar é extremamente rarefeito, constituindo o limite entre a atmosfera e o espaço cósmico. Na exosfera, a temperatura apresenta grandes variações, podendo atingir 2000°C durante o dia e caindo para -270°C durante a noite. O estudo das atmosferas da Terra e dos outros planetas só começou a ser desvendado com grande precisão graças às sondas lançadas nos últimos anos. De todos os planetas do sistema solar, apenas Marte parece ter uma atmosfera algo semelhante à nossa, contendo baixo teor de vapor d’ água e, possivelmente, traços de oxigênio.

Um comentário:

Elenara Stein Leitão disse...

Nossa, que sufoco ! Sofri junto com a tua aflição...Pelo menos tinha uma lua para te ajudar a recuperar a energia...
Bjos