“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

02/10/2009

A mulher de 4,4 milhões de anos: Ardi, vivia na Etiópia

Ela tem 4,4 milhões de anos! Pesava 50 quilos e media 1,20m de altura. Habitava a floresta da Etiópia e vivia do chão à árvore, conforme a necessidade. Os chimpanzés de hoje nada têm a ver com aquela linhagem de vovó Adir. A anatomia e os hábitos eram bem distintos. Mesmo os chimpanzés - assim como a nossa espécie - passamos por grandes transformações desde que nos separamos durante a evolução. 

É exatamente o que Charles Darwin previu sobre as duas linhagens da espécie. Claro que vovó Ardi foi encontrada em pedacinhos... e que teve de ser reconstruida com ajuda da computação gráfica mais moderna para chegar a esta foto maravilhosa! Esta reconstrução mostra que Ardi era uma primata que andava com as duas pernas e com os pés espalmados e não sobre os nós dos dedos como os chimpanzés. Uma grande diferença, né? 

E apesar de subir em árvores usando os pés e as mãos, feito quadrúpede, não podia ficar se balançando de galho em galho, também feito os chimpanzés. E pensar que todo mundo achava que éramos originários ou muito parecidos com os chimpanzés de hoje, bem lá antigamente. Mas Ardi mostra que não. Somos uma outra linhagem... 

Acho que isto explica porque evoluimos diferentemente de outros símios. E para completar, os dentes caninos de Ardi não eram pontiagudos e portanto demonstram que éramos relativamente pacíficos (diferentemente dos chimpanzés)... 

Legal, heim? Adoro conhecer minhas origens!

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