“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

27/01/2010

Coisas agradáveis do acaso


("Paris pela janela", de Chagall - 1913)

Por acaso abri a página do segundo caderno d´O Globo e me deparei com a imagem acima. É um óleo sobre tela e, claro, o gato me atraiu imediatamente. Descobri algumas identidades com o cara que o pintou. O cara é Marc Chagall: nasceu em 7 de julho de 1887, canceriano como eu, na Rússia, que tem uma história social e política interessante e gostava de gatos e o gato amarelo da janela tem cara de gente, porque os gatos de apartamento de cidade grande estão humanizados, pode-se ouvi-lo falar da janela que a noite está agitada, idem aos meus; artista sensivel, pintor, ceramista, gravurista. Imagine a casa do cara cheirando a terebentina, que delícia! E vislumbrava Paris como eu a Sampa, pela janela, ou não. Pertenceu ao Movimento literário surrealista que era influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud e enfatizava o papel do inconsciente na atividade criativa. Depois da grande revolução socialista na Rússia, que pôs fim ao regime autoritário czarista, foi nomeado comissário para as belas-artes, tendo inaugurado uma escola de arte, aberta a quaisquer tendências modernistas. Marc Chagall (na verdade o nome dele era impronunciável, Moishe Zakharovich Shagalov e que deve significar a mesma coisa). Faleceu em Saint-Paul-de-Vence, no sul da França, em 1985 com 97 anos, longa vida! Ele próprio era um gato. Tem muita história pra contar neste meio tempo em que viveu, mas dai, deixo prá você pesquisar.

Um comentário:

Cláudio Gonzalez disse...

Ada
O link daquele ilustrador sobre o qual te falei é este aqui: http://www.toonpool.com/gallery.php?user=357

E tem este outro aqui com ilustras de gatos e cachorros:
http://www.toonpool.com/gallery.php?user=20203