“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

11/02/2010

O que é ser feliz, senão...

O que é ser feliz senão, o viver da ingenuidade e dos momentos simples e originais, senão a alegria primitiva e infantil, senão o espontâneo do rir e do afagar?

O que é ser feliz, senão lembrar que me vi rolando no chão com você, e que depois das cambalhotas pegava em suas pequenininhas mãos gordinhas e te erguia com meus dois pés apoiados em sua barriga e você se esticava no ar como os malabaristas de circo e fingíamos voar. Girava-a no ar e entre gargalhadas e virtuais barulhos de motor, ou de bater asas, nossa imaginação também ria.

O que é ser feliz, senão brincar com você e ser criança também, senão ficar como se entre nuvens estivéssemos, senão a emoção de estarmos juntas, bem lá no alto, feito pássaros. A felicidade transparecia no céu da sua boca a gargalhar.

Ser feliz o que é, minha filha, senão te amar?

4 comentários:

Simples assim... disse...

Ai q lindo!!!

Elenara Stein Leitão disse...

Lindo mesmo querida amiga Ada.
Felicidade é saber gozar esses momentos de entrega de alma.

Beijos

Anônimo disse...

Nossa... que linda homenagem... Me fez voltar ao tempo....
Beijos...
TE AMO!

Tay disse...

Seu texto me deu uma nostalgia, belas palavras as suas!