“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

09/04/2010

Indiferença

Grafiti na Rua Vasco da Gama RS - por Beth Kasper
Risos e lágrimas estão aprisionados 
atrás das grades das janelas
Não se pode ouvi-los
Ficam de lá dando-nos espiadelas

O ruído da rua é intenso e grosseiro
Não se pode vê-los,
nossos olhos estão perdidos 
num futuro incerto, sem paradeiro.

Mas a gente, no fundo
sabe que lá estão
Sufocados pelo mundo.

Com suas caras assustadas,
os risos ignorados ficam vendo-nos 
Indiferentes a passar pelas calçadas.

(Ada, 9/4/2010)

Um comentário:

Elenara Stein Leitão disse...

Indiferença talvez seja a pior doença desse nosso mundo desumanizado.

Beijos