“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

05/05/2010

Fantasmas existem e insistem

Meus fantasmas estão me rondando ultimamente, me puxando pelo pé, como todo bom fantasma faz à noite enquanto durmo e de dia feito miragem. Não posso sentir medo de assombração, mas eles perturbam. Não são assombros amiúde mas do nada sopram gelado em meu coração. São defuntos enterrados há tempos, cada qual em seu tempo. Foram enterrados com funeral, choradeira e velas. Tudo a que tinham direito, menos reza. Que reza não sei fazer.  Mas, quando menos se espera eles se viram em almas penadas e voltam a me cutucar, assustar, magoar...  São defuntos de amores, de amigo ingrato, de dores e dissabores que a vida traz. Me fazem lembrar dos meus defeitos, das minhas fragilidades e das maldades humanas. Fantasma é assim mesmo, vêm das profundezas. 
(Ada 5/5/2010)




Um comentário:

Ada disse...

E não é que esses fantasmas voltaram?