“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

03/05/2010

Mario de Andrade: Poema da amiga


tarde se deitava nos meus olhos
E a fuga da hora me entregava abril,
Um sabor familiar de até-logo criava
Um ar, e, não sei porque, te percebi.

Voltei-me em flor. Mas era apenas tua lembrança.
Estavas longe doce amiga e só vi no perfil da cidade
O arcanjo forte do arranha-céu cor de rosa,
Mexendo asas azuis dentro da tarde.

(Mario de Andrade)


3 comentários:

Graça Pereira disse...

Um poema diferente...mas belo! Gostei
Beijo
Graça

Fernanda disse...

ADOREI! Fico lisonjeada com a atenção que você me dá.... muito obrigada! =)
Sabe, eu adoro poema/poesia, mas já tem algum tempo que dei uma paradinha nas minhas leituras....depois que comecei a conversar com vc voltei a sentir uma necessidade de descobrir e ler....

beijão

Ada disse...

Fernanda, estou torcendo para que volte a ler e quem sabe, escrever? Crie um blog! Porque não? mesmo que seja para publicar as poesias que já leu e gostou! É facil, seguindo passo a passo o que o blogspot mandar. vc cria um!. Se precisar ajudo. Obrigada a vc por me visitar aqui, ler minhas coisas e me dar atenção!