“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

27/05/2010

A Lua e o meu olhar



A Lua redonda e ardida 
ilumina um céu negro 
que esconde mágoas e oculta dores

Entre lágrimas doces e salgadas 
não posso ver o seu brilho 
Olhos encharcados, turvos 
Vejo sim toda a tristeza 
empilhada nas nuvens 
amontoando-se desordenadamente 
umas sobre as outras 

Neste céu de sonhos inconclusos 
Meus olhos turvos, opacos
não emanam sorrisos de Lua crescente 
nem mistérios de Lua minguante 
nem esperanças de Lua nova 

A luz de outrora 
amaina, arrefece 
apesar de você, assim Lua cheia, 
Lua redonda e ardida,
que ao meu olhar se comparava...
                                         [tanto brilho! 
Não adianta lançá-lo como dantes 
e sobre minha pele iluminar 
Meu olhar não pode mais te acompanhar 

(Ada 27/5/2010)




A lua partida ao meio by Maria João & Mário Laginha on Grooveshark

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