“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

30/06/2010

Romântico é uma espécie em extinção

Românticos, sempre nos damos mal. Até argumentamos que nos damos bem,  porque temos coração que sente e não bate à toa. Balela. Sempre o oferecemos nas letras das músicas, nas linhas do soneto.É porque a gente fica sonhando com a fartura da lua [cheia], com a esperança na [crescente], e a tristeza da [minguante], mas se a nova some do céu, ficamos sem luz, nus [sem nada]. Percebe que ficou só? Decepção é arma mortal para românticos. Cala fundo em cicatrizes latejantes. Afoga-nos em poças de lágrimas. A angústia das horas perdidas nos assola, e o sonho torna-se exíguo. Acho até que não saberemos mais sonhar coisas do tipo eclipse do Sol, eclipse da Lua. Acontecem tão raramente... Se fosse para sonhar, quereríamos altos sonhos, para além da estratosfera! Ninguém poderá nos oferecer a Lua se não puder dar seu sorriso mais luminoso e sincero, em todas as manhãs, de todos os dias que nos restam para sonhar... Hoje, eu trocaria a lua por este sorriso. (Ada 30/6/10)

(Eclipse da Lua)

Eclipse do Sol

Um comentário:

Paulo disse...

Quanto menos somos, mais no valorizam. O ser romântico é como o diamante - raro e supervalorizado. Nunca acabaremos pois a humanidade precisa de nós.