“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

22/08/2010

Sons que dizem além do que se pode ouvir

Houve um tempo, 
tocar a ponta do dedo 
nas teclas do piano 
e abstrair 
canções inventadas, 
história sem rima. 
Tocar as teclas a esmo, 
a ermo inflar nuvens. 
O piano mágico 
engolia solidão
editava sons 
falava de chuva 
Pingos, 
tilintos, tilim, tim.
Sons que dizem além 
do que se pode ouvir 
consolam a existência
de dias molhados e vazios.
É viajar num amor 
que vai nascer.
Vai. Se foi...
Ouvir piano, pensar na chuva. 
Ouvir a chuva, dedilhar piano,
as canções que quereria ouvir...

(Ada, 22/8/10)



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