“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

12/09/2010

Alice no país das maravilhas de Tim Burton

Acabei de assistir Alice no País da Maravilhas de Tim Burton, em DVD. Excelente para um domingo modorrento. O cineasta americano trabalha usualmente com temáticas sombrias, chamando para o elenco na maior parte das vezes, o ator Johnny Depp - o chapeleiro do filme. No cinema, os efeitos 3D devem proporcionar mais emoções. Mas me contentei bastante com a fotografia e efeitos. Espetáculo à parte é o Gato de Cheshire. Tim o apresenta dengoso, charmoso, com voz suave e morna. Lindo! 
"- Não sabia que os gatos de Cheshire sempre sorriam: na verdade não sabia que gatos podiam sorrir. 
- Todos podem, disse a Duquesa, e a maioria o faz. 
- Não conheço nenhum que sorria, declarou Alice. 
- Você não sabe grande coisa, observou a Duquesa, e isso é um fato.
Ela teve um ligeiro sobressalto ao ver o Gato de Cheshire sentado no galho de uma árvore a alguns metros de distância. Ao ver Alice, o gato apenas sorriu. Parecia amigável, ela pensou. Ainda assim, tinha garras muito longas e um número enorme de dentes, de modo que achou que devia tratá-lo com respeito.
 - Bichano de Cheshire, poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui? 
- Depende bastante da onde voce quer ir, respondeu o Gato. 
- Não me importa muito para onde. disse Alice.
- Então não importa que caminho tome, disse o Gato. 
- Contanto que chegue a algum lugar, Alice acrescentou como explicação. 
- Oh, isso você certamente vai conseguir, afirmou o Gato, desde que ande o bastante."


(Lewis Carrol)


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