“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

30/11/2010

Quem nasce no Morro do Alemão não diz


"Quem nascia no Morro do Alemão nunca dizia." Isso foi o comentário da jornalista da Globo, agora pela manhã, dizendo que a auto estima daqueles cariocas melhorou. Ainda não dirá, penso eu! Ou você crê no espetáculo do noticiário exibindo o exército e a Bandeira Brasileira fincados no alto da favela, a que chamam de Complexo? Complexo. 


O tráfico dominou os morros porque o abandono ali é total. Mas, expulsando os traficantes, o quê mesmo vai “voltando ao normal” como insistem os jornalistas? A miséria? A discriminação? A falta de dignidade? A mídia esconde por debaixo desta operação de guerra, a verdadeira face do problema. Como se, colocar o exército nas ruas resolvesse na marra o fim do banditismo e a disseminação da paz. 


Eu quero é saber da inclusão social dessa gente brasileira! Eu quero é saber o que gerou e sustenta essa geração de bandidos. Eu quero é saber das escolas, da saúde, do emprego, da moradia e transporte, da cultura e do lazer desse povo excluído de tudo. Quando isso tudo "invadir" os Morros do Rio a paz de fato reinará. 


E para completar a manhã espetaculosa, Ana Maria Braga abre seu programa com o hino de 1970: “90 milhões em ação, prá frente Brasil, salve a seleção!” Me arrepiei! Vá de retro satanás! Será que que com a ação do exército no Morro baixou o saudosismo da Globo pelo regime militar nas ruas?

Um comentário:

Simples assim... disse...

E vamos todos nós, povão, acreditar q isso tudo q estão fazendo é pelo bem da humanidade... sem interesse nenhum, do nada resolveram salvar nossas vidas....kkkk, aham! Flor, tem blog novo na parada: http://desastrevegano.blogspot.com/