“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

05/02/2011

Ensaio entre corações e madrugadas

acordes dissonantes madrugada adentro

Na varanda, o sininho tilinta a madrugada.
Acordes metálicos, suaves,
Tocados pela mão da brisa fresca
Extemporâneos ladrões de sono.
No quarto, o coração surdo tamborila por si
Os dias passados do passado
Num compasso tristonho e lânguido
Suspira uma percussão ininterrupta
infinita, ritmada.
O escuro é palco deste ensaio 
Entre corações e madrugadas.
Há muitos acordes dissonantes,
Insistem suas notas.
Urge compor novas canções que me façam ninar...

(Ada 3/2/2011)


Um comentário:

Vivi Martins disse...

Lindo, Ada!!!! Amei...