“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

20/03/2011

Carta de Jenny Scavinsky: Que bom ser chamada de querida



Querida Ada, você não me mandou noticias, eu me senti tão só! Enfim a alegria voltou com a imagem de John Lennon da Silva, lindo nos seus vinte anos, que seja feliz no seu porvir. 

Eu estou me comunicando com Felipe Cezar, é um amor de jovem, quer saber como foi a vinda de minha família para o Brasil, e em capítulos vou lhe contando. Já faz uma semana, nos conhecemos quando eu e Beto fomos ao posto de saúde daqui de Alvinópolis. Ele mora em Bragança Paulista, vem de moto trabalhar e estudar aqui em Atibaia. 

Que bom travar amizade com gente jovem, enriquece a nossa vida tão estéril! Ele disse que mora numa casa bem humilde. Humilde é ele que se dá aos outros sem pedir retorno, só quer amizade.

Que bom ser chamada de querida, uma idosa, já na curva da estrada. Beijos, Jenny.

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