“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

02/05/2011

Carta de Jenny Scavinsky: Hoje estou numa tremenda ressaca!


Oi querida Ada, boa noite.

Você nem queira saber a minha aventura ontem ,indo com a turma da terceira idade para Jundiaí. Disseram para estar lá às 6h30 da manhã. Meu motorista chegou às 6h00, fomos buscar a Neusa e às 6:20 e não tinha ninguém na portaria da terceira idade. Chamamos a Edna, ela respondeu que ia tomar banho e logo viria. Dai foi chegando a turminha, muita mulher e pouco homem. Disseram que homem não gosta dessas excursões...

Saímos às 7h10 porém o motorista resolveu passar por Jarinu, não sei porque cargas d`água. Ele errou o caminho e rodou no mesmo lugar umas duas vezes, por fim pediu informações e lá fomos nós. Chegamos às 9h10 e com muita fome quem não tomou café em casa. Como sou macaca velha, tomei um belo café de manhã.

Logo na entrada do local, se faz a pesca paga. Entrou no ônibus um rapaz que ia ser nosso cicerone e passaria o dia todo conosco. Era um gordinho com cara de safado que foi contando piadas de todo jeito, e a mulherada gostando, principalmente piada de bêbado.

Descemos do ônibus entramos direto no restaurante, lá um laudo café foi servido. Em seguida fomos visitar a Fábrica de vinhos Cereser e nos serviram chuva de prata, e também vinho branco espumante, serviram também vinho tinto, a minha turma comprou vinho, eu comprei duas garrafas pequenas de chuva de prata e saímos de lá quase cambaleando...

Voltamos ao sitio, o almoço nos esperava, uma maravilha, tinha de tudo, comi muito bem e após a sobremesa, sentamos e jogamos bingo: ganhei um bolo de laranja!

Depois bati um longo papo com o nosso guia, ele me confessou que é socialista, como eu, quando estudante fazia parte de uma turma que lutava por melhorias na área estudantil, e agora casado está cuidando da vida.

Em seguida veio o baileco. Nossa, eu não pensei que iria aguentar mais aquilo! Dançamos a “boquinha na garrafa”, o "cotillon" música de rodeio, lambadas. O Crooner cantava muito bem! Dançamos de tudo: música caipira, música do rei Roberto Carlos, dança portuguesa, espanhola e dai por diante. Por final, carnaval!

Descansamos e lá veio o ônibus. Chegamos em Atibaia às 6h30, cansados, esgotados, mas felizes.

Assim foi o meu primeiro dia com a turma da terceira idade. Vim para casa nos braços do meu motorista o Zé Aguiar e hoje estou numa tremenda ressaca. Tomei muita água, e comi muita fruta.

Uma boa noite para você!

Ah, sim! Meu papagaio me bicou porque estava com raiva por eu ter passado o dia fora, vê se pode? A cachorrinha me recebeu com a maior alegria, ainda bem!

Um beijão, Jenny.
(1/4/2011)


Um comentário:

Elaine Guimarães disse...

Já li algumas cartas de Jenny, mas essa me emocionou pela alegria de viver que tem essa mulher, de curtir as belezas da vida. Quando crescer quero ser igual a ela. Beijos