“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

08/06/2011

Ciclone em Sampa


Av. Sumaré. 7/6/11 o dia virou noite em Sampa.
Ventos a 100km por hora

Bom dia! Ontem tive um piriri, e Sampa um ciclone. Dormi mal na noite anterior, crise de asma e muito estressada com a empregada e a audiência de hoje cedo. Trabalhei de casa, porque pela internet é possível e sorte a minha! Uma ventania desproporcional começou seu açoite às 11h30 da manhã e quando as 18 horas chegaram, uma feroz tempestade (que hoje soube foi um ciclone tropical) eclodiu em ventos e filetes de água cortante, e sua violência explodiu o gerador de energia da rua. Vi os raios da explosão iluminando o céu empretecido e dava para ouvir o grito dos curtos circuitos em choques "dzizdziz" ecoando do poste. 

Sem luz alguma, apenas com a bruxuleante da vela, me deitei no sofá da sala abrigada pelo cobertor e fiquei medrosa observando o tempestade que açoitava a janela ferozmente. Adormeci. Adormeceram os bichinhos. Onze da noite, a vela se acabou, sem energia, fui cambaleante, tropeçando na escuridão que não se desviava de meu caminho, me entoquei na cama feito uma ursa em hibernação e acordei hoje, às 6 da matina, com 12 horas completadas de bom sono, o dos justos. 

Saí muito cedo hoje, prevendo o caos pela cidade, não podia me atrasar no forum. Pelas ruas nunca se viu tantos guarda-chuvas destroçados, virados do avesso, esmigalhados pelas calçadas. Um festival de xadrezes e listrados coloridos, soldados que perderam a guerra com suas espadas metálicas retorcidas. Bem que diz o ditado: "depois da tempestade vem a bonanza", porque o céu azulíssimo, recém pintado de anil, sua tinta fresca faxinou a bagunça que a tempestade fez. O sol exuberou luz e invadiu claridade nas ruas geladas. Bom dia! Que lindo dia! A natureza está pedindo desculpas! Danem-se os faróis apagados, as árvores caídas, e as notícias que virão no decorrer do dia anunciando a catástrofe. Será uma feliz quarta-feira. (Ada 8/6/2011)

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