“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

13/06/2011

O "Gato que Ri" continua rindo

O cardápio do gato que Ri

http://www.ogatoqueri.com.br/www/
O Gato que ri é um restaurante digno de ser conhecido. Mais que restaurante, é um ponto turístico para quem visita o centro de Sampa. Conheci o Gato que Ri quando cursava arquitetura e fazia estágio no Fece, na avenida São João. Não que tivesse almoçado lá alguma vez. Isso só aconteceu recentemente. À época o Largo do Arouche era bucólico, frequentável, bancas de flores e bares que lotavam suas calçadas de mesinhas e sons da vida noturna e o restaurante sempre fez parte desta paisagem. Mas isso foi em outra época, até hoje existem no Largo, mas muito degradado. Depois de tantos anos, dei de cara com o restaurante, pois trabalho ali perto e foi uma sensação boa ver o pórtico igualzinho e conservado como há 30 anos. Faz parte da minha história e da história de São Paulo.

Na entrada. o mesmo gatinho de 30 anos atrás
O Gato que Ri está no Largo do Arouche há 60 anos, e agora conta com uma vitrine cheia de souvenires: canequinhas, camisetas, chaveirinhos, calendário, tudo com a carinha deste gatinho risonho, que os visitantes comilões podem adquirir e levar como lembrança. Quando você pede um talharim ou espaghetti ao sugo, ganha logo de cara um babador para não sujar a roupa, principalmente se você tiver o hábito italiano de comer o espaguetti, sugando-o entre os lábios, ajuda muito! O babador, claro, vem com o gatinho estampado. Outro dia fomos almoçar lá e tive que fotografar meu amigo Humberto com o babador.
Humberto com babador
A decoração torna o ambiente muito aconchegante. Claro que com o tempo foram sofisticando, o gatinho foi sendo a grande atração, e nada mais justo que dedicar uma prateleira cheia deles.
Gatos e pimentas
Mas o melhor de tudo, são as massas deliciosas, de lamber os beiços. Recomendo!
Talharine ao sugo com filé a parmegiana
Ah! Detalhe: o restaurante também é "delivery" e os gateiros, como eu, terão dó em desfazer-se da caixinha branca de papelão que acondiciona os pratos entregues, pois o gatinho vem todo formoso, estampado também na tampa caixa!


Fazendo um adendo:


Soube de pessoa que frequenta alí, que a 1ª proprietária do Gato que Ri, foi morta por um assaltante que cortou seu dedo para levar o anel. Trágico, não? O restaurante à época - anos 50 - era no fundos, no final de um corredor e em cima era a residência dela.

2 comentários:

CONTRAPONTO disse...

Gosto muito do talhatele à bolonhesa, com uma carne brasada de entrada com legumes crus. Sou frequentador do Gato que ri desde quando a macarronada era servida em balcão. A primeira dona do Gato que Ri, foi assassinada em seu apto, que ficava sobre o restaurante. O ladrão arrancou um dedo dela só para tirar o anel.Dá para acreditar?

Ada disse...

Uau! Sabe que cheguei a escrever neste texto, esta história?
Porém, soube por uma amigo, mas de forma diferente: que fora seu marido o assassino. Como achei duvidosa a informação, e não a localizei pela internet, desisti de fazer esta abordagem, temendo contar fato não confirmado.
Agora você vem me dizendo! Fiquei fascinada... Pode me contar mais detalhes? Obrigada Abraços