“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

18/07/2011

Flor de cerejeira mais um ano floriu em minha vida


Neste ano, as Sakuras, [que descobri ano passadovieram mais intensas, num cor-de-rosa mais forte e em vários tons. Apenas seis delas são capazes de iluminar o caminho por onde passamos, transeuntes diversos na corrida dos afazeres, que cortamos a passos lentos, uns, e rápidos, outros, pela pracinha do bairro onde moro.

Sábado, 9 de julho de 2011 e o dia está radiante. Tudo brilha. Fora do Sol, a pele arrepia de frio. Percebi que o inverno em São Paulo pode ser sim, assim bonito. Há flores marcantes pelo meu caminho [que me abordam com tamanho carinho] sorvidas em todas as suas cores, formatos e perfumes por meus olhos sorridentes. Se encarregam de dar néctar às abelhas alvoroçadas. Borboletas visitantes de julho [como eu nunca fôra] e bem-te-vis afinados me acolhem e em dois dias, mais um ano também passará na minha vida, na nossa vida, na vida das cerejeiras. Elas vivem 100 anos... eu, talvez 80... mas o hanami será eterno em toda a sua existência. (Ada,18/7/2011)








Um comentário:

CONTRAPONTO disse...

Seu blog tem um quê de paz e oriente, uma espiritualidade não proclamada.