“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

01/01/2012

Realejo: uma gaiola senzala

Último dia do ano vi um realejo. Mas nada de musiquinha tocada a manivela, apenas uma gaiola minúscula e um pobre e triste periquito dentro. Questionei o homem que o explora financeiramente e cruelmente o escraviza. Disse a ele que era crueldade, pedi que trocasse sua água, se ele não tinha compaixão, que ele devia deixá-lo livre e entre seus gestos de esbravejos, me senti impotente por nada poder fazer. Não é de se estranhar sua ignorância. 

Acrescente a essa foto romântica, muito ruído, poluição, fumaça de óleo diesel dos ônibus, muita gente em véspera de ano novo, um sol escaldante... ai meu deus, quando vamos aprender a humildade e o respeito à natureza? Quando vamos deixar de ser "colecionador", e tornar tudo privado? 

A foto (blog do Ronaldo) é bonita, ele que me perdoe o comentário decepcionado.

1 de janeiro de 2012 18:27

Realejo em 1920 na Praça da Afãndega
Foto  ronaldofotografia

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