“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

18/05/2012

Cássia imperial reina na rua onde moro

Navegando pelo google mapas, cheguei à rua onde moro e à única árvore florida que [ainda] reina quase que absoluta. As pessoas consideram que árvores dão problemas, suas folhas sujam as calçadas, sua flores tingem o piso e suas raízes quebram o cimento. Então, cortam-na justamente quando ela chega ao seu auge de crescimento. Nessa rua, restaram troncos rentes ao chão em diversas casas, vestígios de restos mortais do que antes abasteceu de seiva e sombra outras gerações. Essa talvez seja uma Cássia Imperial que floresce de dezembro a abril. Em fevereiro de 2011 ela estava assim, lindamente amarela, capturada pelo satélite cheia de cachos perfumados, oferecendo abrigo às abelhas, dourando a menina dos olhos e imitando a bandeira do Brasil... 

Foto capturada do google mapas em fev/2011

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