“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

30/05/2012

Meu pai nasceu hoje em 1925

Nessa Veneza bucólica, exótica, poética, com suas casas dentro dágua, interligadas por pontezinhas, na ilhota chamada Giudecca, em que aprendi, aos 9 anos, numa temporada que lá passamos, a andar de patins e bicicleta, a comer liquorizia e andar de vaporeto e gôndola, nessa Veneza que meu pai nasceu hoje (30 de maio) em 1925, e faria 87 anos, e se tudo fosse diferente, talvez estivesse ouvindo-o contar sua infância, aniversários, sonhos. Me dei conta quão pouco conheci de meu pai... Um dia ele trouxe uma Stella Alpina emoldurada que ficou pendurada numa parede, até embolorar....

Um comentário:

Elenara Stein Leitão disse...

Minha mãe também nasceu em 1925. E está aqui ao meu lado, onde posso sempre reconhece-la cada dia mais.
Essa Veneza de teu pai, que é um pouco de todos nós, é como se fosse um pouco sonho e magia. Brindo então a ele, seu aniversário e ao presente que deixou para nós, sua filha muito especial.
Beijos
Elenara