“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

11/05/2012

Mixiricas ou Mimosas?

Minha prima Ligia escreveu uma cartinha para mim, prá lá de gostosa. São lembranças dela  e de minha mãe, quando eu ainda estava em sua barriga. Considero uma bela homenagem para o dia das mães!

Em Curitiba, são chamadas de "Mimosas"

"Lá atrás, num tempinho mais ou menos distante, cinquenta e alguns anos, em Curitiba, numa casinha de madeira, num quintal grande, havia um carregado pé de “mimosas” - lá é assim que se chamam as mixiricas. São daquelas pequenas, um tanto azedinhas e muito, muito cheirosas!

Hum! Minha tia Nadir, grávida, linda - minhas tias são muito lindas – era quase minha vizinha e sabe como é grávida, né? Primeira filha, aqueles desejos...

Ela sentava embaixo do pé e eu em cima colhia as mimosas para ela e seu bebê se fartarem! Quanto mais azedinhas e cheirosas, mais gostosas, dizia ela!

Pois é prima, você não se lembra, mas na barriga de sua mãe chupou muita mimosa colhida do pé, por mim! Ah! Momentos de agradável lembrança da minha infância!

Hoje visitei uma amiga que tem um pé de mimosas, igualzinho, no quintal, carregadinho como aquele que fez nossa alegria! Colhi algumas para você! Tia Nadir deve lembrar-se disso, com certeza!

Agora, você vai saboreá-las só com os olhos. Talvez seu bebê interior sinta o sabor azedinho! E seu perfume!

Obrigada por fazer parte destas lembranças." (Ligia Fernandes)

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