“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

25/11/2012

A amarela flor morreu

Foto: http://www.flickr.com/photos/dracophyllum/8005805874/in/photostream

Floresta by Tango Fusion Club on Grooveshark 


Floresta densa enraizada no peito
raízes profundas rasgam sua terra
sustentam folhas, madeira, musgo,
cipós entrelaçam o coração
prisioneiro de guerra.
Animais gritam a surda paz
não se ouve o amor
um cheiro verde arde
afugenta qualquer luz
e oprime qualquer calor.
Floresta de aflição e frio
matagal de mágoa úmida
mais uma vez, a amarela flor morreu...

(Ada 24/11/2012)







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