“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

02/12/2012

Resposta ao tempo: Música de cabeceira

Foto de Nenufar - http://olhares.uol.com.br/o-tempo-foto2949046.html
Essa canção, um bolero, me consolou diversas vezes. Sinal que amei demais! Música de cabeceira, suas sábias palavras são alimentadoras de lágrimas, remedinho prá machucado... Quando preciso, lanço mão. E lá vou eu ouvir "resposta ao tempo" porque preciso dialogar com ele novamente. Estou precisando muito da ajuda do tempo para consolar a falta de amor. Amor é algo universal, ultrapassa a paixão, é o sentimento máximo por pessoas, amigos ou filhos, bichos, causas, vida...Quando ele falta, a dor é dilacerante, porque seu contrário - o ódio - sempre anda à espreita para nos ameaçar. Mas nem tudo o tempo consegue adormecer, muito menos apagar: "ele zomba do quanto eu chorei /porque sabe passar/ e eu não sei...." e há amores que não acabam mesmo, e não sabem passar. Amo você, minha filha.


Resposta ao Tempo




Composição : Cristóvão Bastos e Aldir Blanc
Interpretação : Nana Caymmi
(1998)



Batidas na porta da frente

É o tempo

Eu bebo um pouquinho

Prá ter argumento

Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei

Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri

Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer

*** 


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