“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

14/12/2012

É tanto o amor que tenho em mim

Foto: David Metello Afonso em olhares.com

É tanto o amor que tenho em mim... 
Descobri que amor 
é completo quando alguém aceita recebê-lo. 
Aí sim, o amor flui, 
encanta, 
cresce e floresce. 
Multiplica-se através dos tempos, 
pelos filhos, pelos netos, 
mesmo por aqueles filhos e netos 
que nunca teremos de fato. 
Mas se não há amor, 
o contrário dele não é o ódio 
e sim o desprezo, 
a indiferença. 
É que o amor bate à porta 
e volta, sozinho: 
           [a porta está fechada.] 
Daí ele definha, fenece. 
Dói muito o desprezo e a indiferença. 
Dói mais que um tapa, 
um açoite. 
E marca fundo. 
Carrego pelo resto da vida 
o tanto de amor que me escorre, 
e todo o desprezo que me jogam na cara. 

(Ada, 12/12/12)

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