“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

14/04/2013

Ananás me lembra coisa da pré-história

Ananás bracteatus, uma bromélia brasileira
Ananás ou Abacaxi anão, ornamental #coisasdeada

Algumas coisas na natureza me lembram eras dinossáuricas, pré-históricas, que surgiram há cerca de 220 milhões de anos. Elefantes, tartarugas, jacarés, castanheiras, e o Ananás bracteatus! Acho fantástico! O Ananás é uma bromeliácea brasileira, perene, de beleza rara e exótica, o nosso conhecido abacaxi



Essa espécie da foto, é um ananás de pequeno porte, anão, cerca de 5 cm, com uma haste longa. Não serve para comer. Gosta de sol, calor e pouca água. Espinhosas, suas folhas lembram cactus. Pode ser plantado em vaso e serve para ornamentar o jardim. 


Quando era criança, e ia fazer feira com a mãe, sempre pegava uma coroa, como é chamada a folha dos abacaxis (por isso fruta-rei) que os feirantes cortavam e amontoavam embaixo da barraca. Brincava de casinha com ela, minha imaginação a transformava em um "papagaio", sim, aquela ave que "dá o pé loro"! 

Mas desde criança, não posso comer abacaxi de jeito nenhum, nem no sorvete, ou na salada de frutas, recheios de bolo, mousses, ou em pratos das ceias de natal... só o caldinho dele nos alimentos é suficiente para me provocar fortes dores no estômago, daquelas de contorcer.

O termo abacaxi é, com forte probabilidade, oriundo do tupi "ibacati", (ibá, ‘fruto’, cati, ‘recender ou cheirar fortemente’). A origem do abacaxi, a mais provável, é a região amazônica. 

Ganhei essa belezura de um vizinho que cultiva diversas espécies de plantas em seu quintal. Papo vai, papo vem, eis uma mudinha, grata surpresa deste domingo! Obrigada Sr. Álvaro! Apesar de ser um abacaxi, esse não vou precisar nem comer, nem descascar...

(Ada, 14/4/2013)


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