“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

03/04/2014

Quero o mar!

Suspiros, 
espasmos da paixão, 
explodem no âmago 
como explosões do universo. 
Os sentimentos vagam 
sem direção 
por entre transeuntes anônimos, 
atarantados no caos das caminhadas 
das ruas populosas 
no centro da cidade. 
Cruzam-se - às vezes confusos - 
feito formigas em véspera de chuva 
buscando um cais onde possam 
deitar âncora 
e enjoar na marola. 
Quero o mar! 
Quero agora! 
O cheiro do sal deverá me apaziguar. 

(Ada 3/4/24)

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