“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

29/06/2020

Declaro que sou feliz

Pobres dos que não podem ter uma janela, 
um par de olhos que vêem, 
um coração bom que enxerga.  
Sou olhos vendo além dos muros,
Nessa cara envelhecida,
Um sonho aguardando ser sonhado,
Uma esperança por vir,
Sou a própria janela. 
Os gatos e pássaros moram dentro de mim. 
E as flores se abrem misturadas aos meus cabelos,
Tão brancos... 
trazem também ocultas todas as cores perdidas no tempo.
No meu tempo.
E assim, declaro que sou feliz.

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