“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

15/02/2008

Eu já voei

Quando menina, quase moça, voava. Via tudo exatamente como no filme "Mar adentro". Mas, como eu podia saber sobre a vista de cima, se nunca havia voado num avião? Eu podia ver, então na verdade eu acreditava - e ainda acredito - que tinha voado de verdade. Em sonhos, minha "alma" voava. Eu até abria os braços para plainar e podia sentir o vento no corpo, e flutuava... às vezes perdia altura e batia os braços, aflita, feito passarinho. E lá estava eu, mais alto e mais alto. Era fantástico! Eu torcia prá noite chegar e eu voltasse a voar. Então eu cresci muito rapidamente e nunca mais aconteceu. Fiquei com o peso dos adultos, ou parei de sonhar... (Ada 15/2/2008)




Curiosidade 


Esse trecho do filme é chamado "El vuelo".
Filme é "Mar Adentro" (Espanha, 2004).
O site oficial: http://www.theseainside.com/ 
Direção: Alejandro Amenábar 
Quem canta "Nessun Dorma" nesse trecho é Luciano Pavarotti.
Nessun Dorma é uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. 
A ária refere a proclamação da princesa Turandot, determinando que ninguém deve dormir: todos passarão a noite tentando descobrir o nome do príncipe desconhecido, Calàf, que aceitou o desafio. Caláf canta, certo de que o esforço deles será em vão.


Letra da ária 


Nessun dorma!...
Tu pure, o Principessa, 
Nella tua fredda stanza 
Guardi le stelle 
Che tremano d'amore e di speranza. 
Ma il mio mistero è chiuso in me, 
Il nome mio nessun saprà! 
Solo quando la luce splenderà, 
Sulla tua bocca lo dirò fremente!... 
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio 
Che ti fa mia!... 
Voci di donne Il nome suo nessun saprà... 
E noi dovremo, ahimè, morir!... 
Il principe ignoto Dilegua, o notte!... 
Tramontate, stelle!... 
All'alba vincerò!... 


traduzindo... 


Que ninguém durma! 
Que ninguém durma! 
Você também, ó Princesa 
Em seu quarto frio, olhe as estrelas 
Tremendo de amor e de esperança 
Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim 
O meu nome ninguém saberá 
Não, não, só o direi na sua boca 
Quando a luz brilhar 
E o meu beijo quebrará 
O silêncio que te faz minha. 
O seu nome ninguém saberá 
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer 
Parta, oh noite 
Esvaneçam, estrelas 
Ao amanhecer eu vencerei! 
Vencerei! Vencerei!

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