“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

27/08/2009

Lamparinas do Juízo


(Lamparinas Acesas: Foto de Luiza Ribeiro, no flickr)

O asfalto molhado, no breu da noite, 
reflete todos os faróis que, como o meu, 
são vermelhos na volta para casa. 
Do outro lado da rua, 
os amarelos me cegam. 
Dez da noite. 
Fico confusa com tanto brilho. 
Absorta em pensamentos difusos 
do que fiz e do que tenho a fazer, 
tento me concentrar no que interessa de fato. 
Dou risada, lembrando da expressão usada na novela indiana, 
"acenda as lamparinas do juízo!"... 
a luz das minhas lamparinas 
estão escorrendo com a chuva, 
misturadas ao brilho absurdo dos faróis. 

(Ada 27/8/2009)

Um comentário:

Elenara Stein Leitão disse...

É...de repente as lamparinas de nossos juizos não estão assim tão iluminadas, vide o mundo que estamos criando para nós mesmos...Bom saber que mais e mais pessoas se dâo conta disso.

Beijos

Elenara