“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

13/11/2009

Acabei de ler e não gostei


(Estávamos lendo, eu e Caillou)

Não sei se por defeitos na tradução, se a cultura romena, se o frio que faz por lá, mas não gostei do romance "O compromisso" de Herta Muller, a nobel de literatura deste ano (ver postagem relacionada). Esperava grandes denúncias contra o regime comunista da época, visto que ela foi deportada e proibida de escrever e ganhou o prêmio nobel de literatura por ser considerada, digamos assim, uma denuncista poética. Nem uma, nem outra. Pelo menos neste livro, único traduzido para o portugues, consegui terminar de le-lo porque, como o próprio nome do livro diz, eu tinha o compromisso de checar o que os críticos da literatura e o próprio nobel anunciaram. Ela escreve sem fôlego. Não usa interrogação, poucas vírgulas, frases curtas. Não tem "pegada". Cansativo e disperso. Talvez, para os romenos faça algum sentido, o que para uma obra literária não pode ocorrer jamais. Para mim, enfado.

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